terça-feira, 30 de agosto de 2011

Quero

Quero, quero.
O que eu quero?
Quero paz e harmonia.
Quero jazz e melodia.
Tristeza e melancolia?
Isso eu não quero.
Quero saúde e alegria.
Quero Deus em companhia.
O que mais quero?
Você! Amor da minha vida.


Tiago Di Moura

Minas Gerais

Oh! Minas Gerais...
Pequeno país.
Teus campos belos.
Reluzentes mistérios.
Do ouro, da prata,
Da terra, minérios...


Teus verdes montes...
Tão Belos Horizontes.
São Montes Claros.
Um tal de Passos.


Oh! Minas Gerais...
Tens um Rio Doce.
Para viver o Lambari.
Tens o verde guarani.
Tens meu coração.
Tens toda minha inspiração.


Oh! Minas Gerais...
Tens as mulheres mais belas.
Do Brasil as melhores terras.
O queijo molhado, o leite fresco.
Do Barroco ao Arcadismo. O pitoresco.
Faz-nos ser um brasileiro-mineiro. 
Faz-nos filhos de Minas Gerais...




Tiago Di Moura

O Amor

O amor para mim.
É objeto sagrado.
Que possa ser tocado.
Que nunca tenha fim.


O amor para mim.
É mais que um substantivo abstrato.
Vai além de um carinhoso contato.
Não é tão simples assim.


Para mim, o amor.
Não pode ser explicado.
Tampouco doutrinado.
Totalmente averso a dor.


Se tu achas que amas,
Estando a sofrer.
Lamento em dizer.
Que a ti tu enganas...


Tiago Di Moura

Confissão

Ó minha adorada.
Onde você estiver.
Ao menos por um minuto se quer.
Lembre-se de mim.
Pois não te esqueço.
Confesso que não mereço,
A sua doce companhia.
Perdoe a minha teimosia.
Mediadora do nosso amor.

Estou sempre distante.
Sempre a lembrar do teu sorriso.
Sempre a lembrar do teu semblante.
Tudo isso eu guardo comigo.
Os eternos momentos contigo.
Amor.



Tiago Di Moura

Sabes

Sabes.De ti pouco sobrou.
O que sobrou se curou.
Agora, pela esperança.
Deixo de lado as más lembranças.

Sabes.
Do pouco que me deixou.
Até o tempo em que me amou.
Não perpetuo indignação.
Exceto pela maldita ingratidão.
Que me cravou o peito.
Deixou-me desfeito.
É o pior dos sentimentos.
Causador de isolamento.
É sórdido, ingrato.
Insensato.

Sabes.
De tudo que fazemos.
Por mais que demonstremos,
É pela experiência que digo.
Que não há maior castigo.
De cair no esquecimento.

Mas...
Como uma lendária Felix.
Das cinzas renascemos.
E todo o mal nós esquecemos.

Sabes...
Eu renasci.



Tiago Di Moura

Oração

Senhor.
Sei que sou ingrato.
Também sei que sou insensato.
Mas mesmo assim o senhor me ama.

Senhor.
Muitos são meus desafetos.
Quantos foram os atos incorretos.
Mas mesmo assim o senhor me ama.

Senhor.
Professo a ti como meu criador.
Confesso, sou ingrato e pecador.
Mas mesmo assim o senhor me ama.

Senhor...
Hoje eu nada pedirei.
Basta-me apenas agradecer-te pelo seu amor.




Tiago Di Moura

Soneto Fúnebre


Adentro.
Ao fúnebre quarto.
A quem eu amparo?
Há um caixão ao centro.


Agonia.

Um [falso] choro se ouvia.
O silêncio da alegria.
A tristeza fazia-se poesia.

Há um perfume de flor.
Paira no aroma do rancor.
Os olhares de satisfação ao defunto...

Alguém dizia: Aqui jaz um tirano...
Cultivou riqueza, trouxe angústia o tal fulano.
E agora vai ter com as larvas.



Tiago Di Moura